Na eleição, os membros da associação escolheram os 101 melhores roteiros de uma lista de mais de 1,4 mil.
A produção estrelada por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, de 1942, foi adaptada por Julius e Philip Epstein, além de Howard Koch, da peça Everybody Comes to Rick's, de Murray Burnett e Joan Alison.
O Poderoso Chefão, de Mario Puzo e Francis Ford Coppola, ficou em segundo lugar na pesquisa. A seqüência O Poderoso Chefão 2 também está entre os dez mais votados.
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Os 10 melhores roteiros
1. Casablanca
2. O Poderoso Chefão
3. Chinatown
4. Cidadão Kane
5. A Malvada
6. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
7. Crepúsculo dos Deuses
8. Rede de Intrigas
9. Quanto Mais Quente Melhor
10. O Poderoso Chefão 2 |
O terceiro do ranking foi Chinatown, escrito por Robert Towne e dirigido por Roman Polanksi.
Outro clássico dos anos 40, Cidadão Kane, de Herman Mankiewicz e Orson Welles, ficou em quarto lugar.
A lista dos Top 5 é completada por A Malvada, de Joseph Makiewicz.
Os roteiristas com mais roteiros indicados entre os finalistas foram Woody Allen, Francis Ford Copolla e Billy Wilder, com quatro, cada um.
Charlie Kaufman, William Goldman e John Huston tiveram três menções cada.
O festival também atraiu para seu tapete vermelho uma série de grandes nomes de Hollywood, algo que sempre é importante para seu sucesso, e os relatos sobre as muitas vendas de filmes fechadas a suas margens significam que 2007 ficará na história como um dos anos melhores de Cannes.
O filme romeno "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" levou a Palma de Ouro de melhor filme entre os 22 da competição. Foi uma escolha popular, já que os críticos tinham elogiado sua história contundente.
O filme acompanha as amigas estudantes Otilia e Gabita, que são exploradas impiedosamente quando uma delas faz um aborto ilegal.
No entanto, apesar de ser ambientado na paisagem impiedosa da Europa Oriental socialista, a história ressalta os esforços das duas para salvar uma à outra.
A escolha foi um caso raro de consenso entre o júri de nove membros e o público maior de jornalistas e críticos.
Haverá poucas queixas, também, em relação aos outros filmes premiados.
O Grande Prêmio (o segundo mais importante) ficou com o aclamado "A Floresta de Mogari", filme japonês sobre luto e pesar dirigido por Naomi Kawase.
O prêmio de melhor direção ficou com Julian Schanbel por "O Escafandro e a Borboleta", baseado na história verídica do jornalista francês Jean-Dominique Bauby, que sofreu um derrame e ficou paralisado, mas, mesmo assim, conseguiu escrever um livro, movendo uma pálpebra para se comunicar.
O prêmio de melhor roteiro foi dado ao diretor e roteirista alemão-turco Fatih Akin por "Do Outro Lado", uma história de amor e reconciliação que atravessa fronteiras, e o de melhor ator ficou com Konstantin Lavronenko, de "O Desterro", do diretor russo Andrei Zvyagintsev.
Jeon Do-yeon foi considerada a melhor atriz por seu trabalho no filme sul-coreano "Secret Sunshine".
Uma das queixas ouvidas na Croisette este ano foi que Cannes ficou grande demais para seu próprio bem, devido aos milhares de jornalistas que lotam as sessões de cinema e coletivas de imprensa e ao excesso de astros e estrelas que disputam as atenções da mídia.
Veteranos de Cannes se indagaram, por exemplo, se Leonardo DiCaprio deveria ter sido convidado ao festival para exibir seu documentário ambientalista "The 11th Hour", quando a impressão que se teve foi que a presença de mais um rosto famoso na cidade foi mais importante que a qualidade de seu filme.
Mein Führer: Die Wirlich Wahrste Wahrheit über Adolf Hitler (Meu Líder: Verdadeiramente a Verdade mais Verdadeira sobre Adolf Hitler, em tradução livre) é o primeiro filme produzido no país a satirizar Hitler.
Na tela, o ator alemão Helge Schneider retrata o ex-líder como um homem infantil, que tem um navio de guerra de brinquedo e veste seu cachorro de estimação com um uniforme nazista.
O diretor Dani Levy disse que o filme tem o objetivo de explicar como foi possível que os alemães seguissem Hitler.
Levy, um judeu nascido na Suíça, vive em Berlim. Ele disse que acha importante mostrar que Hitler não foi um monstro e tirá-lo de um pedestal.
No enredo, um ator judeu é retirado de um campo de concentração para ajudar Hitler a se preparar para um discurso importante.
Mas o ator aproveita a oportunidade para submeter o Führer a exercícios humiliantes, tais como ficar de quatro e latir como um cão.
Este último filme é produzido depois de A Queda! As Últimas Horas de Hitler, indicado para um prêmio Oscar em 2004, e que inovou ao mostrar Hitler de um ponto de vista alemão.
A revista alemã Der Spiegel disse que a nova onda de filmes sobre Hitler demonstra "uma necessidade de reduzir o mito a um ser humano normal (...), isso o torna mais cotidiano, talvez mais fácil de entender."
"A melhor forma de reduzir um mito é torná-lo engraçado", acrescentou.
Em sua edição histórica de aniversário, o festival não conta com brasileiros na principal mostra competitiva. Mas a produção cinematográfica brasileira corre por fora nas listas das outras seções do festival e com Limite, clássico mudo de Mário Peixoto que será exibido na seção Cannes Classic.
Além das celebridades que sempre aparecem pela Croisette para promover blockbusters no festival, Cannes contará com a presença de velhos premiados.
Junto com Wong Kar-wai, que foi presidente do júri em 2006, concorrem pela Palma de Ouro os irmãos Ethan e Joel Coen, com seu novo longa No Country for Old Men, Emir Kusturica com Promise me This, Quentin Tarantino com Death Proof, e Gus Van Sant com Paranoid Park.
O mexicano Carlos Reygadas com Silent Light e o novo thriller de David Fincher, Zodiac, também concorrem ao principal prêmio do festival.
Lotado
Para sua edição de aniversário, Cannes promete o tapete vermelho lotado de celebridades, além de diretores já premiados com a Palma de Ouro de volta à disputa.
Jude Law e Norah Jones, estrelas do longa de Wong Kar-wai, já chegaram ao festival e fizeram a festa dos fotógrafos no Palais.
Entre as estrelas mais aguardadas estão George Clooney, Brad Pitt, Julia Roberts e Matt Damon, que promovem o filme 13 Homens e um Novo Segredo, fora de competição.
O polêmico Michael Moore não concorre desta vez, mas também vai promover seu novo documentário, Sicko, sobre o sistema de saúde dos Estados Unidos.
Bono, da banda irlandesa U2, também deve passear pelo tapete vermelho do Palais, para promover o documentário U2 3D.
![]() Storyboard e cena finalizada de Matrix |
![]() Cena de luta do filme Ali |
| Figurino de "Star Wars" e de James Bond vão a leilão e Londres | |
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LONDRES (Reuters) - O manto que Alec Guinness vestiu em "Star Wars", o smoking de James Bond e o kilt de Mel Gibson serão postos à venda na terça-feira num dos maiores leilões de memorabília de cinema já realizados em Londres. Desde as sandálias que Richard Burton usou em "Cleópatra" até as pantalonas de Ava Gardner e uma túnica cor creme e dourada usada por Errol Flynn, o leilão cobre mais de 50 anos de história de Hollywood. Os fãs do cinema poderão fazer lances por mais de 350 peças-ícone criadas pelo figurinista teatral londrino Angels para grandes franquias do cinema, como "Harry Potter", "Superman" e "Indiana Jones. "O lado negativo de criar figurinos que viram ícones, como esses, é que eles se tornam tão famosos e tão profundamente associados a filmes chaves que nunca mais podem ser usados em outros filmes", disse o presidente da empresa, Tim Angel. O objeto de maior destaque do leilão, que será realizado pela Bonham's, é o manto marrom com capuz usado por Alec Guinness no papel de Ben Obi-Wan Kenobi no primeiro filme de "Star Wars." Estima-se que será arrematado por entre 50 mil e 60 mil libras (96 mil a 115 mil dólares). O figurino do patriota escocês William Wallace, papel representado por Mel Gibson em "Coração Valente", é estimado em pelo menos 4.000 dólares. O leilão também vai possibilitar que se observe a mudança do gosto de James Bond em termos de roupas, desde a alfaiataria inglesa tradicional até ternos de grifes italianas. Os itens que serão vendidos incluem o chapéu e casaco de tweed usados por David Niven no filme "Cassino Royale" de 1967 (400 a 600 libras), o paletó de Sean Connery em "007 Contra a Chantagem Atômica" (30 mil a 40 mil libras) e o terno de três peças da Brioni usado por Pierce Brosnan (8.000 a 10 mil libras). |


'INFILTRADOS' - MERECEU OU NÃO COMO MELHOR FILME E SCORSESE COMO MELHOR DIRETOR, DEPOIS DE NÃO RECEBER POR 'TAXI DRIVE' E 'TOURO INDOMÁVEL' ?
Depois de ser indicado sete vezes durante suas mais de três décadas de carreira sem nunca ter ganho um Oscar, o cineasta Martin Scorsese foi o grande vencedor da cerimônia do Oscar, realizada neste domingo (25), em Los Angeles. O pedido de desculpas da Academia acabou saindo mais generoso do que o esperado: "Os infiltrados" não só recebeu o prêmio de melhor direção como foi eleito melhor filme, roteiro adaptado e edição.
Melhor filme: "Os infiltrados"
Melhor diretor: Martin Scorsese ("Os infiltrados")
Melhor ator: Forest Whitaker ("O último rei da escócia")
Melhor atriz: Helen Mirren ("A rainha")
Melhor ator coadjuvante: Alan Arkin ("Pequena miss sunshine")
Melhor atriz coadjuvante: Jennifer Hudson ("Dreamgirls - em busca de um sonho")
Melhor filme Estrangeiro: "The lives of others" (Alemanha)
Melhor filme de animação: "Happy feet: o pingüim"
Roteiro adaptado: William Monahan ("Os infiltrados")
Roteiro original: "Pequena miss sunshine"
Direção de Arte: "O labirinto do fauno"
Fotografia: Guillermo Navarro ("O labirinto do fauno")
Figurino: "Maria Antonieta"
Melhor documentário: "Uma verdade inconveniente"
Melhor documentário de curta-metragem: "The blood of Yingzhou district"
Montagem: "Os infiltrados"
Maquiagem: "O labirinto do fauno"
Trilha Sonora Original: Gustavo Santaolalla ("Babel")
Canção original: "I need to wake up" ("Uma Verdade Inconveniente")
Melhor curta-metragem de animação: "The danish poet"
Melhor curta-metragem: "West Bank Story"
Edição de som: "Cartas de Iwo Jima"
Som: "Dreamgirls - em busca de um sonho"
Efeitos Visuais: "Piratas do Caribe: o baú da morte"
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CLINT DÁ AULA DE DIREÇÃO EM DOIS FILMES COM OS DOIS LADOS DE UMA GUERRA
Seis meses antes do lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, começava na ilha japonesa de Iwo Jima - a última fortaleza de defesa da Nação - uma batalha de grande importância para a definição da Segunda Guerra. Para atacar o Japão, aviões americanos passavam próximos ao local, fazendo com que os japoneses já ficassem avisados de que o inimigo estava próximo. Além disso, tendo o poder sobre Iwo Jima, os inimigos poderiam instalar uma base, facilitando seus ataques.
Desta forma, sendo a ilha um lugar de grande valor estratégico, a Batalha de Iwo Jima era algo inevitável e os japoneses sabiam disso. Assim, se prepararam para o ataque. O General Kuribayashi, responsável pela proteção, decidiu construir um total de cinco mil cavernas e casamatas em 280 quilômetros de túneis em todo o território, de forma que, mesmo não sendo possível vencer a batalha, visto que o Japão não estava numa boa situação, ao menos dificultassem a ação americana. O que aconteceu, já que a disputa que deveria durar cinco dias, se prolongou por mais de um mês.
Foi a partir desse episódio que o diretor americano Clint Eastwood criou seu díptico formado por A Conquista da Honra, que conta a batalha sob a visão dos americanos, e Cartas de Iwo Jima (foto), que usa a ótica japonesa dos fatos. Eastwood decidiu fazer ao invés de um só filme, dois. Desta forma poderia ter, em cada um, uma visão isenta, podendo retratar os soldados de uma forma mais profunda, sem abrir mão de olhar o outro lado.
Depois de anos vivendo na tela personagens viris e durões, nas últimas décadas Clint Eastwood tem aparecido como diretor de filmes com grande carga de sensibilidade. Tendo feito Por um Punhado de Dólares, de Sergio Leone, em 1964, o ator se consolidou em faroestes, pelos quais foi lembrado até bem pouco tempo. Isto começou a mudar em 1992, quando dirigiu Os Imperdoáveis. E, recentemente, com filmes como Sobre Meninos e Lobos e Menina de Ouro, passou a ser reconhecido mais como diretor do que como ator.
Agora, com este novo projeto, Eastwood entra nos filmes de guerra com um misto de dureza e sensibilidade. Em A Conquista da Honra (foto), o diretor conta a história dos soldados americanos que foram resgatados da batalha por terem fincado no topo do monte Suribachi, na ilha, uma bandeira dos EUA. Fato devidamente registrado por um fotógrafo. O foco do longa é na angústia dos três, tidos como heróis enquanto seus companheiros morriam em campo.
Em Cartas de Iwo Jima, é contada a saga de Kuribayashi, no comando de mais de 20 mil homens, lutando contra mais de 70 mil. Neste, Eastwood mostra a persistência presente no povo japonês, seu amor à pátria, e, principalmente, deixa mais claro que, apesar de tudo, os dois lados de uma guerra são bastante semelhantes. Para o longa, foram usados atores e idioma japoneses, tendo inclusive ganho o Globo de Ouro de melhor filme de língua estrangeira, mas sendo indicado ao Oscar de melhor filme, direção e roteiro original.
Mais do que falar sobre vencedores ou perdedores, ou falar sobre bons ou maus, Eastwood se esforça em falar sobre os humanos que, mesmo a contragosto, participaram da guerra, e os efeitos que esta teve sobre a vida deles e de outras pessoas envolvidas. Cada uma das fitas, vista de forma independente, tem em si uma completude, mas apenas olhando pelos dois lados é possível ter com mais clareza as semelhanças entre eles e a banalidade da situação.
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Ator de James Bond é indicado ao 'Oscar britânico'
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O filme 007 Cassino Royale é um dos que receberam mais indicações ao Bafta, o Oscar britânico, incluindo a de melhor ator para o polêmico novo protagonista da série, Daniel Craig.
Os vencedores serão anunciados em uma cerimônia na casa de espetáculos Royal Opera House, em Londres, no dia 11 de fevereiro. O Bafta é tido como uma das premiações que funcionam como prévia do Oscar, que será entregue no dia 25 de fevereiro. A nova aventura do agente secreto James Bond recebeu indicações para nove prêmios, sendo superado apenas pelo filme dirigido por Stephen Frears, A Rainha, que recebeu dez indicações. Geralmente um filme domina a lista de indicados ao prêmio Bafta, mas em 2007 vários filmes conseguiram cinco ou mais indicações, incluindo longas independentes de baixo orçamento, como Pequena Miss Sunshine e a comédia O Diabo Veste Prada. 'Campo aberto' Em 2006 a premiação foi dominada pelo longa dirigido por Ang Lee, O Segredo de Brokeback Mountain, que levou quatro prêmios incluindo melhor filme e melhor diretor. A decepção foi o filme O Jardineiro Fiel, dirigido por Fernando Meirelles, que foi indicado a dez prêmios e recebeu apenas um Bafta. Este ano, as indicações ficaram mais divididas entre os filmes. "Está muito espalhado. Pequena Miss Sunshine recebe mais reconhecimento do que o esperado. É um campo muito aberto", disse o crítico de cinema Mark Kermode. O longa de fantasia dirigido pelo mexicano Guillermo Del Toro, O Labirinto do Fauno, teve oito indicações. Outro filme dirigido por um mexicano, o elogiado Babel de Alejandro Gonzáles Iñárritu, recebeu sete enquanto o novo de Martin Scorcese, Os Infiltrados obteve seis indicações. Pequena Miss Sunshine também ficou com seis indicações e um dos primeiro longas sobre os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, Vôo United 93, recebeu também seis indicações. Daniel Craig vai enfrentar atores como Forest Whitaker, indicado por sua interpretação do ditador Idi Amin, de Uganda, no longa O Último Rei da Escócia. Na lista dos indicados a melhor ator também estão Leonardo DiCaprio, por Os Infiltrados e os britânicos Richard Griffiths e Peter O'Toole. Na categoria de melhor atriz estão concorrendo Helen Mirren, por sua interpretação da rainha Elizabeth 2ª logo após a morte da Princesa Diana, em A Rainha, Penelope Cruz, por Volver, Meryl Streep por O Diabo Veste Prada, Kate Winslet e Judy Dench. Concorrendo ao Bafta de melhor filme estão A Rainha, Os Infiltrados, O Último Rei da Escócia, Pequena Miss Sunshine e Babel. | |||||
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Instituto de Cinema dos EUA premia Al Pacino
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O ator Al Pacino, de 66 anos, foi escolhido para receber o mais importante prêmio do Instituto Americano de Cinema (AFI, na sigla em inglês), que homenageia o artista pelo conjunto da sua carreira.
Al Pacino deverá receber o prêmio em um jantar em sua homenagem em Los Angeles, em 7 de junho de 2007. O presidente da comissão de curadores do AFI, Howard Stringer, definiu Pacino como "um ícone do cinema americano". Embora seja mais conhecido pelo seu papel na série O Poderoso Chefão, o ator fez dezenas de outros filmes, incluindo Perfume de Mulher, que lhe valeu o Oscar em 1993. O ator também foi indicado outras oito vezes. Pacino recebeu várias outras homenagens durante a sua carreira de 40 anos, como o prêmio Cecil B DeMille, categoria do Globo de Ouro que reconhece o conjunto da obra do artista. O Instituto Americano de Cinema criou o prêmio pela obra conjunta há 35 anos e desde então entregou-o a Sean Connery, escolhido no ano passado, Martin Scorcese, Elizabeth Taylor e Steven Spielberg, entre outros. | |||||
O cineasta britânico Stephen Frears será o presidente do 60º Festival de Cannes, que acontecerá de 16 a 27 de maio, anunciou a organização do evento nesta sexta-feira. "É uma honra, certamente, mas também um prazer, poder descobrir filmes sensacionais procedentes de todo o mundo.
Deus salve Cannes! E a rainha!", teria afirmado o diretor, segundo o comunicado divulgado pelo Festival."O Festival de Cannes homenageia desta maneira este grande cineasta", declarou o presidente do evento, Gilles Jacob, ressaltando a "liberdade de espírito e o prazer de filmar" de Frears.
Stephen Frears foi premiado em 1987 no Festival de Cannes pelo filme "O Amor não tem Sexo" ("Prick up Your Ears").
Cineasta ecléctico e irreverente, talentoso tanto no gênero policial como na comédia social, Frears, 65 anos, estreou como diretor em 1971 com "Gumshoe". O sucesso internacional veio em 1985 com "Minha Adorável Lavanderia", no qual narra a vida de um imigrante paquistanês na Grã-Bretanha e que conta com um ainda jovem Daniel Day-Lewis.
Em 1988 lançou um sucesso de crítica e bilheteria "Ligações Perigosas", adaptação do romance de Choderlos de Laclos.
Entre seus longas-metragens estão "Os Impostores", "Herói por Acidente", "O Segredo de Mary Reilly" e os mais recentes "Alta Fidelidade", "Coisas Belas e Sujas" e "Sra. Henderson Apresenta".
Seu longa mais recente, "The Queen", um retrato satírico da família real inglesa, também é um grande sucesso internacional e foi exibido no último Festival de Veneza, onde Helen Mirren, muito cotada para o Oscar, recebeu o prêmio de melhor atriz por sua interpretação de Elizabeth II.
O filme policial "Os infiltrados", o drama "Babel" e a comédia "Borat" foram indicados pelo Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos (WGA, sigla em inglês) para sua entrega de prêmios, uma importante etapa anterior à festa do Oscar, anunciou a organização nesta quinta-feira. "Babel", favorito na corrida às estatuetas douradas, foi selecionado na categoria de melhor roteiro original, junto com o drama do 11 de Setembro "Vôo United 93", "The Queen", sobre a Família Real britânica após a morte da princesa Diana, e as comédias "Pequena Miss Sunshine" e "Mais estranho que a ficção".
"Babel", favorito na corrida às estatuetas douradas, foi selecionado na categoria de melhor roteiro original, junto com o drama do 11 de Setembro "Vôo United 93", "The Queen", sobre a Família Real britânica após a morte da princesa Diana, e as comédias "Pequena Miss Sunshine" e "Mais estranho que a ficção".
Na categoria de melhor adaptação, "Os infiltrados" é o favorito entre "O Diabo veste Prada", "Pecados íntimos" e "Obrigado por fumar".
A entrega de prêmios do WGA será 11 de fevereiro.
| Variety elege as maiores "bombas" do cinema em 2006 Como diria o Rico: KABUMMMMMMMM!!! Por El Cid |
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Publicada em ordem alfabética e não em formato de ranking, a listagem acaba trazendo como destaques três filmes protagonizados por grandes estrelas de primeira grandeza do panteão hollywoodiano: Russell Crowe ("Um Bom Ano"), Nicolas Cage (O Sacrifício) e Sean Penn ("A Grande Ilusão"). Outros flops considerados monumentais foram A Dama da Água, Poseidon, Flyboys, Instinto Selvagem 2, Fonte da Vida, A Cor de um Crime e a animação Por Água Abaixo. Vale lembrar ainda que, apesar da arrecadação de todas estas produções ter sido bem abaixo do esperado, as bilheterias nos mercados internacionais e as vendas em DVD podem diminuir o impacto das perdas monetárias. | ||
O ator Samuel L. Jackson, estrela de "Pulp fiction" e "Serpentes a bordo", é um dos nomes mais cotados para o papel de James Brown no filme de Spike Lee.
O rapper Usher é um dos candidatos ao papel principal. Mas, segundo nota publicada no jornal inglês "Daily Express", Jackson está na liderança. "As filmagens devem começar em 2008 e é consenso que Jackson é o nome que está na pole-position", disse uma fonte anônima.
O diretor norte-americano afirmou em dezembro que filmaria a biografia do "pai do soul" logo após a morte de Brown, na noite de Natal aos 73 anos. O longa terá como base um roteiro escrito por Jez e Henry Butterworth que será desenvolvido por Brian Grazer, produtor de "Uma mente brilhante", vencedor do Oscar de melhor filme em 2002.
Spike Lee tem um reconhecido histórico na cinematografia americana, com uma maioria de filmes para a televisão e a telona dedicada aos artistas negros do país.
| Zé do Caixão encerra filmagem de A Encarnação do Demônio |
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Há mais de 20 anos longe das câmeras, o cineasta e ator José Mojica Marins, 70, o "Zé do Caixão", terminou há poucos dias as filmagens de "A Encarnação do Demônio". O filme é o último da trilogia que começou com "À Meia-Noite Levarei Sua Alma", iniciada em 1964 e "Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver", lançado em 1967. No último filme Zé do Caixão segue em sua busca para conceber um filho com a mulher perfeita. O roteiro foi escrito à quatro mãos por Mojica e Dennison Ramalho. A produção é de Paulo Sacramento ("Amarelo Manga"). Os figurinos são de Alexandre Herchcovitch. |
Jason Statham radicaliza no filme Adrenalina
Luiz Carlos Merten
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SÃO PAULO - Joseph K em O Processo, Gregor Samsa em Metamorfose - os personagens de Kafka acordam sempre para verdadeiros pesadelos, o primeiro ao descobrir que está sendo acusado (de quê?), o segundo, que virou inseto. Misto de "absurdo" e "pesadelo", a palavra kafkiano pode ser invocada a respeito do filme Adrenalina, da dupla Neveldine/Taylor, que estreou na sexta passada e fez quase 50 mil espectadores no primeiro fim de semana, atraindo espontaneamente o público, porque não houve cobertura de crítica nem investimento publicitário.
Jason Statham, o melhor herói de ação da atualidade, vive a situação kafkiana. Na abertura de Adrenalina, ele descobre que foi envenado por uma substância rara que está bloqueando seu sistema vital. Em uma hora estará morto - a menos, como lhe informa o médico, que se mantenha em movimento, para que a adrenalina bloqueie a substância venenosa. Cria-se assim a situação do herói que, para viver, não pode parar.
Como o ônibus de Velocidade Máxima, de Jan De Bont, e de forma ainda mais radical, o herói em movimento de Adrenalina vira metáfora do próprio cinema de ação. A idéia é interessante, mas o filme não seria tão bom, se não contasse com dois elementos muito fortes - a dupla de diretores e o ator Statham, de Carga Explosiva (1 e 2). Statham é cria do produtor francês Luc Besson, que escreveu e produziu Carga Explosiva, entregando a direção do primeiro filme ao especialista de ação Corey Yuen. Nelveldine/Taylor conhecem todos os códigos do gênero em Hollywood, mas os subvertem desde o interior. O herói vive no bagaço (afinal, está morrendo), declara seu amor a uma garota que, na hora, tem um ataque de soluço e o mais hilário é que o cara, que se chama Chev Chelios, consome medicamentos que lhe dilatam os vasos e provocam uma ereção monumental. Nunca houve um filme de ação como Adrenalina. Chev Chelios bate, arrebenta, faz sexo no meio da rua e até seu médico não atende o telefone porque está numa sessão sadomasô. A questão é - como terminar um filme desses? Veja, e veja de novo, para crer no que viu.
Adrenalina (Crank, Reino Unido-EUA/2006, 84 min) - Ação. Dir. Mark Neveldine e Brian Taylor. 16 anos. Em grande circuito. Cotação: Bom
O público de 8.000 pessoas que assistiu à sessão de gala de estréia do filme no imenso salão Paulo VI do Vaticano irrompeu em aplausos cinco vezes durante o filme e novamente ao final dele. Foi a primeira vez que um longa-metragem fez sua estréia no Vaticano.
"Foi bem feito", disse o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano e segundo na hierarquia do Vaticano, ficando atrás apenas do papa Bento XVI.
"O filme reapresenta esse evento que transformou a história, com realismo mas também com um profundo senso de respeito pelo mistério do nascimento de Cristo", disse ele a jornalistas.
O filme traz a neozelandesa Keisha Castle-Hughes, de 16 anos, no papel da Virgem Maria. Atriz indicada ao Oscar e que ficou conhecida em "A Encantadora de Baleias", Castle-Hughes, que na vida real não é casada e está grávida, não assistiu à estréia do filme.
Representantes do Vaticano desmentiram versões segundo as quais o papa não teria assistido à estréia do filme em função da polêmica gerada pela gravidez da atriz. Eles disseram que ele não teve a intenção de comparecer porque tem 79 anos e está descansando em preparo para uma viagem complicada à Turquia, que começará na terça-feira.
"Acho que o Papa está muito ocupado", afirmou a diretora Catherine Hardwicke.
Produzido pela New Line Cinema e com estréia comercial mundial marcada para 1o de dezembro, o filme conta a história da árdua viagem de Maria e José de Nazaré até Belém, que termina com o nascimento de Jesus.
Maria e José são mostrados como judeus pobres e simples, e os povoados de Israel dos tempos bíblicos são reconstruídos com realismo.
Bertone disse que as poucas liberdades artísticas que o filme tomou com os relatos do Evangelho "não prejudicam a apresentação dessa história sagrada e única".
O papel de Robert Langdon continuará com Tom Hanks, que ajudará uma mulher a desvendar uma conspiração envolvendo a morte de seu pai.
No livro, Robert Langdon é chamado ao Vaticano às vésperas da escolha de um novo Papa. Mas a sociedade secreta dos Iluminatti tentará acabar com a igreja católica assassinando os cardeais mais cotados para sucessão.
Morreu em São Paulo, nesta segunda-feira (27/11/06) de uma parada cardíaca o ator Jece Valadão, aos 76 anos. Desde o dia 20 de novembro, quando havia sofrido uma outra parada cardíaca, estava internado no Hospital Panamericano, na Zona Sul da capital paulista.
Que digam o contrário, mas não, o cafajeste brasileiro não morreu. Mesmo na contracorrente da quase quarentona revolução feminina, o homem viril, que fala grosso e coleciona conquistas, sobreviveu para lutar mais um dia. Seja por desejo de proteção ou poder, cafajestes como os eternizados no cinema por Jece Valadão ainda têm "público" fora da ficção.
O ator, que se notabilizou em “Os cafajestes”, de 1962, gostava da fama adquirida com o filme de Ruy Guerra. “Ele sempre adorou, porque era o cara que batia, que sempre levava a melhor”.
Jece Valadão estava gravando o filme “A encarnação do demônio”, dirigido por José Mojica Marins, o Zé do Caixão.
O sucesso de Pequena Miss Sunshine no Festival Sundance, em janeiro de 2006, lhe rendeu um contrato de US$ 10 milhões com a Fox Searchlight. Não demorou a ser apontado como a provável comédia-sensação de 2006. No entanto, se o êxito no evento americano leva o filme ao posto de cânone momentâneo do cinema independente (ou indie), também o relativiza. As situações e os personagens desse segmento da produção dos Estados Unidos, tocado às margens dos grandes estúdios, têm-se repetido significativamente desde a consagração de sexo, mentiras e videotape (1989), de Steven Soderbergh, quando a figura do “caso para divã” tornou-se ícone da contemporaneidade. Esses seres produzidos por seu tempo e por seu ambiente (centros urbanos motivadores de uma solidão degradante ou subúrbios e pequenas cidades inspiradores de exotismos), se somados aos do universo de David Lynch e dos irmãos Coen, escancaram a imagem dos frutos estragados da América.
Em linhas gerais, portanto, o cinema indie, desde o fim dos anos 80, é um catálogo de patologias. Os personagens são mostrados como deslocados, invariavelmente patéticos, traumatizados por seu entorno, com traços gritantes de suas ”anormalidades”. Poderiam ser sintomas de uma sociedade em crise, mas, pelo modo como são filmados, tornam-se supostos diagnósticos críticos e evidenciam a disposição em afirmar uma superioridade dos cineastas — e também dos espectadores — em relação ao que há de aberração nos tipos ficcionais.
MALUCOS INOFENSIVOS
Com uma carreira construída no videoclipe, o casal Valerie Faris e Jonathan Dayton insere Pequena Miss Sunshine nesse universo de “anormalidades”, não sem disfarçar um ar de cópia em relação a outros diretores com a aura de indie (Todd Solondz, Paul Thomas Anderson, Wes Anderson). O longa narra a viagem de uma família de classe média, cujos membros são mostrados como malucos inofensivos. Há o pai com o discurso do “vencedor” na ponta da língua, o adolescente mergulhado em voto de silêncio, o avô consumidor de drogas, o tio gay malsucedido no suicídio e a garotinha com fixação em ser miss. Pois é para um concurso de miss mirim na Califórnia que todos vão, numa Kombi. Como é tradição nos road movies, o grupo passará por transformações ao longo do percurso, superando barreiras psicológicas, atualizando elos afetivos gastos e aceitando a imperfeição da vida.
O olhar do casal de cineastas mira para dois lados. Ora ri dos personagens ao submetê-los ao ridículo, ora se alia às esquisitices deles, vendo-as como libertárias. Porém, teme a emoção. A aproximação com a intimidade afetiva logo é rompida pela inserção do nonsense e da piadinha sobre a dor daqueles personagens. Não deixa de ser um filme-reflexo de uma geração da produção americana recente.
O que já se disse:
“Com ótimas piadas e atuações, é uma ode aos fracassados em uma terra que só valoriza os vencedores.” (Ricardo Calil na revista VIP, outubro/06)
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